Mostrando postagens com marcador Reforma Íntima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reforma Íntima. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Tirando o Óculos Cor de Rose*

E agora José???

A pergunta que não quer calar e que aliás me acompanhou durante os últimos dias (valeu por uma boa sessão de terapia...rsrsrsrs) foi:
Quais foram as mudanças necessárias e mais significativas que a vida não lhe deu opções de escolha e tiveram que acontecer, para que você fosse Você, cada vez mais no seu dia-a-dia?

Pois é rapaaaaaz, quem mandou pedir sugestão as amigas?

Olha, percebi que não foi nem uma nem duas mudanças, mas como a vida caprichou nos acontecimentos e situações, tive que dar nó em pingo d'água pra virar do avesso o reverso já revirado.

A primeira situação que me deixou sem escolha e me "obrigou" a me apresentar (até a mim mesma) à realidade externa e interna foi o episodio de adoecimento de minha mãe, que em 24h passou de uma leve desidratação a pneumonia, a septicemia e ao coma por 14 dias. 

Nesse período precisei ativar uma força (que até hoje chamo de Durga em mim - https://www.youtube.com/watch?v=tYjK2kANhok) para segurar uma onda de tristeza (os médicos pediram que eu chamasse o padre para dar a ela a extrema unção, o que fiz, mas com vistas no milagre) pela possibilidade de perde-la; segurar também o astral familiar - meus três filhos eram pequenos, e o astral no consultório, já que precisava discernir e concatenar os pensamentos para manter o foco e ter ânimo para o trabalho, fonte maior de renda dado que havia me separado a pouco tempo.

Pois é.... um "trabalho de Hércules" emocional que eu nem desconfiava estar só começando.....

Quando minha mãe voltou do coma e num primeiro momento com uma lucidez fantástica, me contanto o que tinha feito nesse período, com quem tinha conversado, o que tinha visto e que tinha decidido voltar porque precisava me ajudar, me preparar pra sua ida definitiva....quase caí dura pra traz.

Essas revelações realmente me ajudaram muito num "turning point" espiritual, pois a partir daí mergulhei com toda a intensidade no caminho espiritual que já havia escolhido e fiz meu comprometimento em seguir os ensinamentos do meu Mestre Espiritual Paramahansa Yogananda.

Se eu desde pequena, sentia a presença do Mestre na minha vida, no dia-a-dia, a partir de então passei a ouvi-lo (e escutá-lo) mais a miúde e receber claras orientações suas em sonhos. 

Graças ao Mestre tive equilíbrio para passar os quatro anos seguintes de definhamento de minha mãe, sempre com senso de humor e como ela mesmo dizia sem deixar a peteca cair.


O que quase aconteceu, 5 anos após a passagem de mamãe pro "2º andar", quando no mesmo ano, meu pai falece ao tirar um cochilo, me separo do namorido e um hacker tira todo o meu $$$ do banco, isto é, falência de tudo que representava o masculino na minha vida. Meu chão sumiuuuuuu!

Tive que novamente mergulhar nas minhas profundezas para voltar (depois de um ano de luto e muuuuuuito trabalho terapêutico) de mãos dadas com o masculino e feminino em mim e dar conta dos desafios... porque a vida não para, né rapaziada!

Segundo meus filhos a vida tem um efeito interessante em mim, isto é, eu reajo de um modo diferente às cargas pesadas da vida: numa espécie de "slow motion", sinto o baque, tento "captar a mensagem do amado mestre", ajo da melhor maneira com as ferramentas que tenho e depois que a maré baixou jogo a toalha e sinto com toda a intensidade o que ocorreu.

Sinto que desenvolvi esse "efeito retard" como resposta as vicissitudes da vida que acabaram por me incitar a Ser e me mostrar (até a mim mesma) quando eu menos esperava e muitos dependiam de mim e de minhas atitudes.

E como diz a querida Morena Cambará: "Ser o que se é não é um livramento, não trás mais leveza e não alivia a caminhada do presente mas, severamente nos integra de maneira a confirmar, num sobressalto, o tamanho e a densidade que nos pertence." 

É isso aí gente bacana, valewww!!!!

***continuem mandando as sugestões, dúvidas e questões....tô gostando disso!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão, Reencarnação e Espiritualidade

Especial Mauro Kwitko - Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão e Reencarnação
 


Mauro Kwitko formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1971.
Desde 2009, é médico auto-licenciado do CREMERS e se dedica ao exercício da Psicoterapia Reencarnacionista, da qual foi o pioneiro na organização e divulgação. Trabalha com a Regressão Terapêutica, tendo feito até o momento regressão em cerca de 10 mil pessoas.
Presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista – ABPR – (http://www.portalabpr.org) e da Casa Beneficente de Terapia e Caridade – CBTC.
Tem artigos publicados em muitos jornais e revistas.
É colaborador do site www.somostodosum.com.br.
Realizou inúmeras palestras sobre homeopatia, terapia floral, espiritualidade, reencarnação, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia de Regressão, em Centros Espíritas, no Centro Naturalista Coolmeia, Grande Fraternidade Universal, Semente, Livraria Três Pirâmides, Sociedade Teosófica, Casas Maçônicas, etc., em Porto Alegre, no interior do Rio Grande do Sul e em outros Estados.
É autor dos livros:
* Como aproveitar a sua encarnação – edições Besourobox
* Doutor, eu ouço vozes! – edições Besourobox
* 20 casos de regressão – edições Besourobox
* Terapia de Regressão – perguntas e respostas – edições Besourobox
* Psicoterapia Reencarnacionista – A Terapia da Reforma Íntima – edições Besourobox
* Como evoluir espiritualmente em um mundo de drogas – edições Besourobox
* A fascinante vida de Mirta Kassov – edições Besourobox
* Tratando fobia, pânico e depressão com terapia de regressão – edições Besourobox

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Doutor, eu ouço vozes !


Este livro tem a finalidade de levar à comunidade científica responsável pela saúde mental das pessoas, aos psicólogos e aos psiquiatras, um alerta quanto à possibilidade de que os seres que algumas pessoas afirmam enxergar e as vozes que afirmam escutar, possam advir de fontes reais, ou seja, de pessoas "invisíveis" (que as religiões chamam de espíritos) e não significar, necessariamente, um sintoma psiquiátrico, característico da Esquizofrenia.
 Hoje, uma nova Psicologia e uma nova Psiquiatria começam a ser elaboradas em todo o mundo, lidando com a reencarnação e as ressonâncias de nossas encarnações passadas escondidas no interior do Inconsciente e pretendendo pesquisar a atuação dos Espíritos desencarnados sobre os encarnados na busca da compreensão e da cura da doença mental. 
Além de narrar alguns casos de pessoas que descobriram através da Psicoterapia Reencarnacionista / Regressão Terapêutica a origem e a cura de seus casos, traz um capítulo dedicado aos efeitos colaterais dos psicotrópicos com a descrição dos cerca de 200 paraefeitos dos medicamentos químicos, alguns irremediáveis, outros fatais.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

OS GATILHOS - por Mauro Kwitko


            É de fundamental importância que saibamos, cada um de nós, por que voltamos para a Terra, para vivermos mais uma "vida" aqui, para o que foi necessário construir uma "casca". Não foi para sofrer, para pagar; muitas pessoas ainda apegam-se a conceitos antiquados e equivocados, relativos a castigos, penas, etc., quando, na verdade, estamos aqui porque estamos vinculados, vibratoriamente, a esse Plano, ou seja, a nossa frequência vibratória não é suficientemente elevada que nos permita acessar definitivamente Planos superiores a esse. De vez em quando vamos para outros Planos, principalmente durante o sono, se estivermos com uma frequência compatível com esses locais, mas no nosso dia-a-dia e nas nossas reencarnações, é aqui que estamos, para, um dia, sairmos daqui e alcançarmos níveis mais elevados consciencialmente. 
            Para que isso aconteça, para elevarmos nossa frequência, para que nos libertemos deste planeta e deste Plano ainda tão imperfeito, precisamos nos libertar de nossas inferioridades espirituais e então precisamos dos gatilhos, que são as pessoas e situações que encontramos aqui e que nos ajudam a encontrar as  nossas inferioridades, e para isso estamos aqui, e vamos e voltamos, vamos e voltamos, vamos e voltamos. Que incapacidade essa que nós temos de aproveitar tão pouco nossas encarnações e precisarmos de tantos retornos?!
Muitas pessoas perguntam-se por que essa tarefa precisa ser realizada aqui e não lá no Plano Astral superior? Isso é fácil de entender, basta raciocinarmos que isso precisa ser feito em algum lugar aonde existam estímulos para que as nossas imperfeições manifestem-se: são os gatilhos. Para os nossos tipos de inferioridades, aqui é o lugar ideal, aqui estão os fatos (gatilhos) que fazem emergir as nossas inferioridades. E os fatos "negativos", pessoas ou situações, o que nós não gostamos, são os melhores para isso.
            Quando estamos no Astral superior é como quando estamos em nosso Centro Espíritualista, parecemos todos “santos”, somos pacienciosos, carinhosos e caridosos, os nossos defeitos ocultam-se ou disfarçamos bem, mas quando voltamos para nossa vida cotidiana, aí as nossas características negativas de personalidade voltam a manifestar-se. Podemos raciocinar do mesmo modo para entendermos porque viemos do Plano Astral para cá, de um lugar "melhor", mais evoluído, para um lugar "pior", menos evoluído.
            Quando estamos lá, pela elevada frequência do local e o consequente estilo de vida vigente baseado na igualdade e na fraternidade, todos gradativamente vamos demonstrando prioritariamente as nossas superioridades e então nos sentimos “santos”, pois as nossas inferioridades ocultam-se, mas elas permanecem latentes, não desaparecem. Quando descemos novamente para a Terra, pela baixa frequência desse local e pelas condições socioculturais vigentes advindas de todos externarem prioritariamente as suas inferioridades, com exceção dos verdadeiros Santos encarnados, as nossas inferioridades vêm à tona e nós nos confrontamos com elas e é isso que viemos curar em nós.

Lá no Astral superior não existem os gatilhos, lá não são necessários, eles estão aqui, são potencialmente benéficos para nós e começam na infância. Quando os gatilhos são repetitivos, aparecem a todo instante, é porque não estamos melhorando suficientemente rápido. Quando os gatilhos (para aquela inferioridade) começam a escassear é um sinal de que estamos melhorando, naquele aspecto. Para superarmos os gatilhos precisamos entender quem é esse “eu” da frase “eu tenho razão!”. É o nosso velho companheiro, criado quando aqui chegamos pela primeira vez, o Ego, um antigo aliado do nosso Eu Superior que, como Lúcifer, rebelou-se contra seu Senhor e decidiu ter o poder.
            Viemos para um Plano inferior para que as nossas inferioridades venham à tona e possamos nos purificar delas.

Seres de outros planetas vieram para a Terra por 2 motivos:

1.    Em missão de ajuda, de auxílio, mas a maioria perdeu-se na vaidade e hoje está em postos de comando utilizando mal o seu poder ou nos consultórios e clínicas psiquiátricas ou deprimidos, isolados, ou pelas sarjetas.
2.    Para melhorar características inferiores de personalidade, que foram lhes afastando do seus afins em seu planeta de origem, rebaixando sua frequência, surgindo a necessidade compulsória de passar a habitar um planeta de menor vibração. A finalidade era detectar essas inferioridades e melhorá-las, para um dia conseguir elevar a sua frequência e poder retornar, mas isso, geralmente, leva muito, muito tempo.

O principal trabalho para todos nós é saber exatamente o que precisamos curar em nosso Espírito, as nossas inferioridades, e detectarmos quando elas se manifestam, mas aí surge uma questão: a maioria de nós acredita que tem razão quando sente ou manifesta as suas negatividades. Por isso, a Psicoterapia Reencarnacionista, criada lá no Astral, desceu para a Terra, para ajudar a todos nós a nos libertarmos do raciocínio infantil ou adolescente, egóico, auto-centrado, dos fatos da nossa infância e da nossa vida e passarmos para um estágio mais evoluído de raciocínio, adulto, doador, hetero-centrado, como o nosso Eu Superior vê as coisas, de cima, e podermos nos libertar do nosso ego/ísmo e do nosso ego/centrismo e alcançarmos o desap/ego.

Um dos maiores entraves à evolução espiritual, que é simplesmente a melhoria das nossas inferioridades, é que o nosso Ego sempre acha que tem razão. Quem tem raiva de alguém, o seu Ego acredita que tem razão para sentir essa raiva, quem sente mágoa e ressentimento, acredita que são plenamente justificados esses sentimentos, quem é medroso, acredita realmente na força do seu medo, quem é tímido, acredita plenamente em sua incapacidade de manifestar-se, quem é orgulhoso, vaidoso, egocêntrico, acredita realmente em sua superioridade, quem é materialista, acredita firmemente no valor das coisas materiais, e assim por diante.
O maior obstáculo à evolução é que o Espírito encarnado sempre acredita que tem razão em seus raciocínios. E também quem rouba, quem mata, quem trai, etc. O psicoterapeuta reencarnacionista deve entender bem essa questão dos gatilhos e aplicar em si mesmo, ficar atento ao que aflora de si e perceber o conflito Ego (“eu tenho razão”) X Eu Superior (“Meu Ego é infantil e desobediente”).
Quem veio para melhorar a tendência de sentir raiva, precisará de gatilhos que a façam aflorar, por exemplo, um pai agressivo, um irmão implicante, colegas no Colégio que aticem sua raiva, e durante a vida terrena irá deparando-se com gatilhos que têm essa finalidade: mostrar que seu Ego ainda tem a tendência de sentir raiva, e é o que viemos curar. O mesmo se aplica para quem reencarnou para melhorar uma tendência congênita de sentir mágoa, de sentir-se rejeitado, sentir-se abandonado, de achar-se superior, de achar-se inferior, etc. O antídoto da raiva é o amor, o da mágoa é a compreensão, o do medo é a coragem, o da timidez é a espontaneidade, o do orgulho é a humildade, o do materialismo é o entendimento da reencarnação. Mas o que possibilita que curemos essas crenças negativas, é a conscientização de que já viemos para esse Plano terreno com essas características de personalidade em nós e que aqui, no confronto com certas situações específicas de nossa vida, desde a infância, elas vieram à tona. Cada um de nós manifesta aqui o que já trouxe consigo de suas encarnações passadas, positiva e negativamente. Tudo é uma continuação, nós somos o que somos, e nossos pensamentos, sentimentos, atitudes e palavras revelam o nosso grau espiritual.

O psicoterapeuta reencarnacionista sabe que não é melhor ou superior às pessoas que vêm ao seu consultório, apenas porque está sentado naquela cadeira, porque tem sua secretária lá na sala, porque chegam pessoas para consultar consigo, desabafar, pedir conselhos, fazer Regressão. Nós somos auxiliares do Mundo Espiritual e cumpriremos com maior ou menor eficiência essa missão dependendo do nosso grau de humildade, obediência e submissão, e reconhecimento da nossa condição de igualdade entre nós e quem chega para consultar com seus Mentores com o nosso auxílio. A profissão de terapeuta é geralmente uma das maiores armadilhas em que nosso Ego cai, a maioria começa a sentir-se superior, principalmente quando começa a ficar famoso, aí começa o festival de vaidades, e daí, para cair no ridículo, é um passo: fala vaidosamente em curar a vaidade e orgulhosamente apregoa a sua humildade. Os Mestres, os verdadeiramente superiores, ao lado, nos olhando, nos escutando, esperando que nós cresçamos, e os obsessores também, rindo, aproveitando a brecha. Aí entra o garçom trazendo o café e ele tem mais amor no coração do que nós, entra a faxineira e é superior a nós espiritualmente.
Para entendermos bem o que é uma encarnação, devemos entender que o que é inferior em nós, o que veio ser eliminado aqui na Terra, aflora diante dos gatilhos. No Astral superior não haviam esses estímulos específicos, necessários, para fazerem aflorar a nossa raiva, a nossa vaidade, a nossa mágoa, a nossa tristeza, o nosso medo, a nossa timidez, mas aqui fatalmente aparecem, e aí podemos, potencialmente, nos libertar delas. Mas, geralmente, ao invés de termos bem claro que são características negativas nossas, congênitas, que nosso Espírito veio curar, passamos a lidar com elas como se tivessem surgido aqui. E geralmente culpando outras pessoas (frequentemente o pai e a mãe) e fatos "negativos" da vida por seu surgimento, o que é, infelizmente, incentivado pela Psicologia tradicional, que afirma que nós começamos nossa vida na infância, que aí formamos nossa personalidade e, então, se temos características negativas, algo ou alguém nos fez alguma coisa que gerou isso, ou seja, a psicoterapia tradicional, comumente, é baseada no binômio vítima-vilão, o que reforça o erro.
A Psicologia tradicional diz que nós começamos nessa vida, e vai procurar, então, lá no "início", quem ou o quê nos estragou. Ela parte de uma base equivocada, que é um início que não é início, pois não começamos nossa vida na infância, nós somos um Espírito e estamos continuando nela uma jornada iniciada há muitíssimo tempo. No dia em que a Psicologia agregar a Reencarnação, ela começará realmente a entender o ser humano, e descobrirá que a infância é uma continuação e não um começo, e que a nossa personalidade é congênita, e já nasce conosco.
            Para que possamos saber exatamente por que nosso Espírito reencarnou, precisamos assumir as nossas inferioridades e aceitá-las como nossas, correlacionando os fatos "negativos" que acontecem em nossa vida, da infância até hoje, com a maneira negativa que nós sentimos e reagimos a eles. Aí encontraremos o que viemos aqui fazer, curar em nosso Espírito, pois os fatos são os fatos, mas o que fazem emergir de inferior em nós, revela a finalidade de estarmos novamente aqui, nessa atual encarnação, mais uma em centenas ou milhares.
Se os fatos (os gatilhos) nos provocam mágoa e ressentimento, eles estão mostrando que viemos curar mágoa e ressentimento, se provocam raiva e agressividade, nos mostram que viemos curar raiva e agressividade, se provocam medo ou retraimento ou sensação de incapacidade, ou qualquer outro sintoma negativo, aí está o motivo da encarnação. Uma pessoa muito materialista, apegada ao dinheiro e aos bens materiais, revela que seu Espírito reencarnou para curar essa postura fútil e superficial e aprofundar-se nos verdadeiros valores do amor e da caridade. O distraído, aéreo, veio para curar esse tipo de fuga, para aterrar. E assim, com qualquer característica negativa nossa, desde as mais graves até as mais "inofensivas".
O que mais importa em uma encarnação é a maneira equivocada com que reagimos aos fatos, e se essa maneira repete-se, aí está, sem dúvida, o que veio ser curado. Antes de reencarnar, no Astral superior, nos grupos de estudos e nas conversas com os Orientadores, co-criamos a atual encarnação, em uma “parceria” entre nós e Deus, entre a parte e o Todo, baseada nos nossos pensamentos e sentimentos e necessidades evolutivas, e sabemos exatamente o que viremos tentar melhorar, fazer, curar nessa passagem. Nós sabemos quem serão nossos pais, se viremos em uma família rica ou pobre, se viremos numa "casca" branca ou negra, etc., e então é perda de tempo ficarmos brigando com os fatos "negativos" da nossa infância, com características desagradáveis de personalidade de nosso pai ou nossa mãe, como se não soubéssemos o que encontraríamos aqui. E por mais negativos que pareçam os fatos da nossa infância, tudo está, potencialmente, a nosso favor, pois visa o nosso progresso, a nossa cura, a nossa purificação, ao nos mostrarem nossas inferioridades. Mas raras pessoas atingem os seus objetivos pré-reencarnatórios, porque não entendem realmente o que é Reencarnação, mesmo grande parte dos reencarnacionistas, principalmente os que se queixam de sua infância e dos fatos de sua vida. Acreditar na Reencarnação é o 1º degrau da escada, começar a colocá-la em nossa vida diária, em nosso cotidiano, é a subida para o 2º degrau. Grande parte dos reencarnacionistas ainda está no 1º degrau, com um pé na escada e outro no chão.
Devemos começar a subida por essa escada pela mudança de raciocínio (Raciocínio X Contra-Raciocínio), começar a retirar o comando do nosso Ego, o usurpador, e entregar para o nosso Eu Superior, e assim irmos subindo do chakra umbilical para o cardíaco, melhorando todos os tipos de comportamento, de características de personalidade, de sentimentos, de posturas, de fala, de alimentação, que nos diferenciam dos nossos irmãos mais evoluídos do Plano Astral, dos Mestres, dos Orientadores. Eles estão lá em cima, num lugar de frequência vibratória mais elevada, o que nós temos e eles não têm mais, são as impurezas e as imperfeições, das quais viemos nos libertar. E também estão aqui em baixo prontos para nos conduzir se o nosso Ego assim o permitir. O pensamento vem do Ego e então uma das chaves para a evolução é a Meditação, aprendermos a pensar cada vez menos, para nos colocarmos num lugar de submissão ao Superior. Podemos ir desencarnando durante a vida terrena, não para morrermos antes do tempo previsto, mas para irmos nos tornando menos terrenos.
O nosso caminho ruma para a Perfeição e os Seres Superiores nos sinalizam o rumo, mas para isso é preciso que não culpemos nada e ninguém, e entendamos que as nossas inferioridades são coisas nossas, que nos acompanham há muito tempo, há muitas encarnações, e se isso acontece, é porque não temos realmente aproveitado nossas encarnações para nos libertarmos delas, nos curarmos, nos purificarmos.
            Colocar as questões aparentemente injustas ou desagradáveis como ques­tões potencialmente positivas e não negativas, ou seja, experiências necessárias para a nossa evolu­ção, faz com que, ao invés de nos vitimizarmos, passemos a entender que esses fatos, são, na realidade, testes necessários e indispensáveis, e se os vencermos estaremos cumprindo a nossa Missão. Se formos derrotados, essa encarnação vai aos poucos perdendo seu sentido, pela repetição de erros e enganos (mágoa, raiva, medo, insegurança, etc.) já cometidos em encarnações anteriores. Devemos passar da concepção de vítima para a de co-criador. O único vilão somos nós mesmos, de nós. Quando somos vilão de outra pessoa, estamos nos afetando pois aquela pessoa é (nós), nós somos ela, somos todos Um só. A ilusão da separatividade, da individualidade, é a origem do sofrimento do ser humano. A libertação dessa ilusão é o início da Cura verdadeira.
O caminho para a vitória é a liberdade emocional, de si mesmo e dos outros, através da compreensão da relatividade da perso­na e de suas ilusões, por seu caráter temporário, de apenas uma encarna­ção. Na verdade, quanto mais "obstáculos" encontrarmos pelo caminho, mais estaremos sendo exigidos por nós mesmos para vencê-los e superá-los. E se os testes e provas parecem pesados demais, ou somos evoluídos o suficiente e nos propu­semos na fase pré-reencarnatória a enfrentá-los para tentar vencê-los ou somos "me­recedores" daquilo por acúmulo de erros e enganos em vidas terrenas anteriores e optamos por vivenciá-los na esperança de superá-los.

            Mas se o psicoterapeuta reencarnacionista não colocar isso em prática, de nada adiantará seu discurso, suas pregações, estará enganando a si mesmo. A Missão única de todos nós é a busca da Purificação, tudo o mais são necessidades do nosso Ego. Sair do “eu” e endereçar-se para o “nós” é a lição que todos os Mestres ensinam. Todos os admiram mas ninguém os imita.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Psicoterapia Reencarnacionista, uma Psicologia Preventiva - MAURO KWITKO

                Um aspecto que não tem sido suficientemente valorizado em relação à nossa psicologia é o seu aspecto preventivo, tanto a nível das patologias psíquicas e mentais como às suas repercussões físicas, as chamadas “doenças”. Evidentemente todas as psicologias existentes, seja a oficial (não-reencarnacionista), sejam as alternativas, sejam as espirituais, visam melhorar os sentimentos das pessoas em relação aos fatos traumáticos de sua infância e de sua vida. E todas conseguem que os sentimentos patogênicos, como a mágoa, o sentimento de rejeição, a raiva, a culpa, etc. durante os tratamentos, percam a sua intensidade e, muitas vezes, não evoluam para quadros mais graves, seja em nível psíquico ou em nível mental (quando uma pessoa entra para dentro dos seus próprios pensamentos e por lá se perde), seja nas repercussões físicas.
A Psicoterapia Reencarnacionista também consegue isso, mas ela apresenta uma característica que pode fazer com que esse aspecto preventivo amplie-se, que é a mudança da maneira como as pessoas interpretaram, e geralmente passam toda sua vida interpretando, a sua infância, os “vilões” ou “situações-vilãs” de lá e o seu momento de vida atual, o que chamamos de mudança da “versão-persona” para a “Versão-Espírito”. Essa característica da Psicoterapia Reencarnacionista faz com que essa nova psicologia não lide tanto com os sentimentos das pessoas mas, basicamente, com os seus pensamentos, pois é neles que os sentimentos começam. Ao raciocínio que fizeram e ainda fazem a respeito de algo ou alguém, nós contrapomos o contra-raciocínio, a mudança de uma maneira não-reencarnacionista de enxergar e interpretar os fatos e as situações traumáticas de sua vida, para uma maneira reencarnacionista, em que a vitimação vai dando lugar à co-criação, com o “Por quê comigo?” dando espaço para o “Por quê precisei (o) passar por isso?”.

Na nossa psicologia, por lidar com a Reencarnação, a infância das pessoas é analisada baseada em 6 Leis Divinas: a Lei da Necessidade, da Finalidade, do Merecimento, do Retorno, do Resgate e da Similaridade. Como utilizamos a Regressão da mesma maneira como o Telão do Mundo Espiritual, ou seja, sob o comando dos Mentores e não sob o nosso comando (respeitando, assim, a Lei do Esquecimento, obedecendo as determinações de Allan Kardec no “Livro dos Espíritos”, na questão 399), pode ocorrer de nessas recordações de vidas passadas, os Seres superiores nos oportunizem a lembrança de fatos e circunstâncias antigas que mudem completamente a maneira como enxergávamos os “vilões” e as “situações-vilãs” e, com isso, percebermos que estávamos enxergando e interpretando as coisas com os nossos olhos humanos e não com nossos olhos espirituais, e que os sentimentos que eram tão fortes e intensos eram justamente as tendências que havíamos reencarnado para melhorar em nós (Reforma Íntima). Nós lidamos com o conceito de “gatilhos”, que são pessoas, fatos e situações que visam fazer aflorar em nós as tendências que necessitamos curar, como, por exemplo, uma centenária ou milenar tendência de vitimação, de sentir-se rejeitado, de isolar-se, de sentir raiva, de autodestruir-se, de usar drogas (lícitas ou ilícitas), de criticar, de achar-se mais que os outros, ou menos, etc.
Essa mudança da maneira de enxergar a nossa infância e os fatos atuais da nossa vida, sob a ótica reencarnacionista, e percebermos o nosso padrão comportamental repetitivo, encarnação após encarnação, nas “Sessões de Telão na Terra”, permitem, entre outras coisas:
1.       Encontrarmos a nossa Personalidade Congênita (“Somos como somos porque nascemos assim”)
2.       Encontrarmos a pista para nossa proposta de Reforma Íntima (1ª missão)
3.       Sairmos da vitimação, assumindo o lugar de co-criadores da nossa infância e da nossa vida
4.       Começarmos a realmente aproveitar a encarnação, no sentido evolutivo espiritual, através da nossa Reforma Íntima
5.       Entendermos que somos co-criadores da nossa encarnação e não vítimas do destino e começarmos a nos resgatar com Espíritos conflitantes (2ª missão)
6.       Com a libertação do nosso psicopatológico auto-centramento, vai ocorrendo um gradativo encaminhamento para as dores, os dramas e as necessidades dos outros, e vamos adentrando na verdadeira ajuda aos demais (3ª missão), sem que isso seja uma fuga dos nossos próprios problemas, como comumente costumamos fazer.


A retirada do ego no comando dos nossos pensamentos, com a passagem desse comando para o nosso Espírito, é o modus operandi da nossa psicologia. Com a retificação do raciocínio, tornando-o realmente reencarnacionista, na prática do dia-a-dia, os sentimentos vão abrandando por si só, pois eles são uma decorrência da maneira equivocada de enxergarmos e interpretarmos os fatos e situações de nossa vida, desde a infância. Com isso, a Psicoterapia Reencarnacionista, adequada às pessoas que acreditam na Reencarnação, consegue ter um efeito preventivo ainda maior do que as psicologias não-reencarnacionistas, que muitas pessoas que acreditam na Reencarnação procuram, mesmo sabendo de sua limitação à essa vida apenas, iniciando o seu campo de investigação e análise apenas a partir da infância, desprezando todo um conteúdo escondido dentro do nosso Inconsciente, não seguindo às determinações do Mestre Freud.
A Psicoterapia Reencarnacionista é uma psicologia preventiva dos quadros graves de patologias psíquicas e mentais (e suas somatizações) mas também é preventiva de algo muito maior: deixar de aproveitar uma encarnação.

Mauro Kwitko

quarta-feira, 16 de julho de 2014

POR QUE A PSICOLOGIA E A PSIQUIATRIA NÃO LIDAM COM A REENCARNAÇÃO? por Mauro Kwitko


Há muito tempo os psicoterapeutas e as pessoas que acreditam na Reencarnação vem questionando o enfoque tradicional da Psicologia tradicional, sua limitação a essa vida apenas, sua visão de um “início” e um “fim”, como se não existíssemos antes, e anseiam por uma nova maneira de ver e tratar os nossos problemas e conflitos emocionais e mentais, a partir dos princípios reencarnacionistas. Agora já existe essa nova visão psicoterapêutica, não é uma nova linha da Psicologia, é uma nova Escola de Psicologia.
Essa nova Psicologia, que estamos desenvolvendo, e que lida com a Reencarnação, está alinhada às concepções reencarnatórias e chama-se Psicoterapia Reencarnacionista. Ela não vem para combater a Psicologia tradicional ou para destruí-la e, sim, para abrir suas fronteiras, do nascimento para trás, rumo ao nosso passado transpessoal, e do desencarne para a frente, rumo às nossas encarnações futuras. É a expansão da Psicologia tradicional, dessa vida apenas, herdeira do Consciente Coletivo não reencarnacionista, originado nas concepções religiosas dominantes no Ocidente.
O por quê da Psicologia oficial não lidar com a Reencarnação deve-se à ação do Imperador Justiniano no ano 553 d.C. de conclamar o Concílio de Constantinopla, convidando apenas os bispos não-reencarnacionistas, e decretando que Reencarnação não existe, influenciado por sua esposa Teodora, ex-cortesã, filha de um guardador de ursos do anfiteatro de Bizâncio, que para libertar-se de seu passado mandou matar antigas colegas e para não sofrer as consequências dessa ordem cruel em uma outra vida como preconiza a lei do Karma, empenhou-se em suprimir a magnífica Doutrina da Reencarnação. Esse Concílio não passou de um encontro que excomungou e maldisse a doutrina da preexistência da alma, com protestos do Papa Virgílio, seqüestrado e mantido prisioneiro de Justiniano por 8 anos por ter-se recusado a participar desse Concílio! Dos 165 bispos presentes, 159 eram não-reencarnacionistas, e tal fato garantiu a Justiniano os votos de que precisava para decretar que Reencarnação não existe. E assim a Igreja Católica tornou-se uma igreja não-reencarnacionista e, mais tarde, as suas dissidências levaram consigo esse dogma lá estabelecido. Com o predomínio, no Ocidente, dessas igrejas não-reencarnacionistas, criou-se no Consciente Coletivo ocidental a ideia de que Reencarnação não existe, dentro do que formou-se a Psicologia e a Psiquiatria, que também não lidam com a Reencarnação.
Isso representou um dos maiores atrasos da história da humanidade, que até hoje reflete-se, pois temos uma Psicologia e uma Psiquiatria que limitam-se apenas à vida atual, ignorando todo um material de estudo e análise, do nosso passado, escondido em nosso Inconsciente. E é aí que estamos indo, seguindo a orientação do Dr. Freud. Entrando no Inconsciente das pessoas encontra-se a Reencarnação. Isso é religião? Não, isso é pesquisa científica, isso é a emergência de uma nova Psicologia e uma nova Psiquiatria.
A Psicoterapia Reencarnacionista não deve ser confundida com a Regressão Terapêutica, que é uma técnica utilizada para desconectar as pessoas de situações traumáticas do seu passado que ainda estão acontecendo em seu Inconsciente, originando sintomas, principalmente os casos de fobias, transtorno do pânico e as depressões severas, que podem ser, desse modo, melhorados muito ou até curadas rapidamente. Não devemos confundir a Psicoterapia Reencarnacionista com a Regressão Terapêutica: aquela é uma Escola de Psicologia, essa é uma técnica. A Regressão para a Psicoterapia Reencarnacionista visa, além disso, ajudar as pessoas a perceberem se vêm aproveitando ou não as suas encarnações nos últimos séculos e saber para o que vêm reencarnando e para o que reencarnaram dessa vez.
Pouquíssimas pessoas têm uma ideia clara, ou mais ou menos clara, sobre o objetivo da vida e rarís­simas têm a noção do que estão fazendo aqui. A maioria vive como se vivesse em um labirinto, perdida numa névoa escura, rodeando o tempo todo, sem saber se vai por esse ou aquele lado, simplesmente porque não sabe quem realmente é, o que está fazendo aqui e para onde deve ir. Viver desse modo é como se você fosse a um supermercado sem saber o que quer com­prar e, então, após algum tempo de perambulação pelos corredores, compra­ria qualquer coisa e ir-se-ia. Viver sem saber quem é e o que é isso que se chama "vida" é a mesma coisa: você perambula pelos corredores, sem com­prar nada de que realmente precise e, no final, vai-se. Ou compra coisas que não precisa.
Temos hoje em dia uma Medicina que não consegue realmente curar, apenas paliar, pois acredita que as doenças iniciam no nosso corpo físico e devem ser curadas nele, quando na verdade elas iniciam em nossos pensamentos e sentimentos, e esses é que devem ser tratados e curados. Temos uma Psicologia que lida com um “início” na infância e um equívoco que é a formação da personalidade, quando na verdade nós somos um Ser (Espírito) retornando para a Terra, trazendo a nossa personalidade das encarnações passadas (Personalidade Congênita). Temos uma Psiquiatria que acredita que a doença está no cérebro e deve ser tratada com medicamentos químicos, quando a doença mental é imaterial e causada ou fortemente influenciada por ressonâncias de nossas encarnações passadas e em influenciações negativas de seres desencarnados (obsessores).
Uma das constatações nas sessões de regressão é que, independentemente desses fatores relativos à sua “casca”, as pessoas regredidas referiam uma maneira de ser, de pensar, de sentir, muitíssimo parecida encarnação após encarnação, e como ainda hoje! Ou seja, uma pessoa autoritária, agressiva, era assim nas suas encarnações passadas, alguém tímido, medroso, se vê assim lá atrás, uma pessoa magoada, com sentimentos de rejeição e abandono enxerga-se dessa maneira em suas encarnações passadas, alguém deprimido já era deprimido há séculos, e isso não aparece em uma ou outra pessoa, isso demonstra-se sempre, em todas as sessões de regressão. Nós, psicoterapeutas reencarnacionistas, escutamos, durante as regressões, histórias de pessoas que estão há centenas de anos reencarnando para melhorar essas características negativas, com um resultado muito pequeno, repetindo sempre o mesmo padrão, e que, hoje em dia, são ainda extremamente parecidos como eram! Nós reencarnamos para melhorar as nossas tendências inferiores mas se avaliarmos o quanto temos conseguido melhorar isso em nós nessa atual encarnação, podemos fazer uma projeção semelhante para nossas últimas encarnações.
Mas isso não é de ficar-se admirado, pois se somos um Ser imortal que muda apenas de “casca” de uma encarnação para outra, o óbvio não é, então, que mantenham-se as nossas características de personalidade de uma vida terrena para outra? A essa personalidade que é nossa, que vem nos acompanhando encarnação após encarnação, chamamos de Personalidade Congênita, e aí começa a estruturar-se a Escola de Psicoterapia Reencarnacionista. Esse termo encontra-se em “Obreiros da Vida Eterna”, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, em uma palestra do Dr. Barcelos, psiquiatra desencarnado, no Nosso Lar, páginas 32-34, quando ele diz:
 ”Precisamos divulgar no mundo o conceito moralizador da Personalidade Congênita, em processo de melhoria gradativa, espalhando enunciados novos que atravessem a zona de raciocínios falíveis do homem e lhe penetrem o coração, restaurando-lhe a esperança no eterno futuro e revigorando-lhe o ser em suas bases essenciais. As noções reencarnacionistas renovarão a paisagem da vida na crosta da Terra, conferindo à criatura não somente as armas com que deve guerrear os estados inferiores de si própria mas também lhe fornecendo o remédio eficiente e salutar... Falta aos nossos companheiros de Humanidade o conhecimento da transitoriedade do corpo físico e o da eternidade da vida, do débito contraído e do resgate necessário, em experiências e recapitulações diversas... Faltam às teorias de Sigmund Freud e seus continuadores a noção dos princípios reencarnacionistas e o conhecimento da verdadeira localização dos distúrbios nervosos, cujo início muito raramente se verifica no campo biológico vulgar mas quase que invariavelmente no corpo perispiritual preexistente, portador de sérias perturbações congênitas, em virtudes das deficiências de natureza moral, cultivadas com desvairado apego, pelo reencarnante, nas existências transcorridas”.

Essa frase inicial – “Precisamos divulgar no mundo o conceito moralizador da Personalidade Congênita.” – é a finalidade da existência da Psicoterapia Reencarnacionista, a sua meta e objetivo.
A evolução espiritual do ser humano é lenta porque, a cada encarnação, temos a sensação ilusória de que estamos vivendo uma “vida” e que tudo que temos de inferior em nossa personalidade e sentimentos foi criado na infância pelos “vilões”. Aliás, devíamos mudar o termo vida para passagem, nascimento para chegada e morte para subida, que são mais reais. E, então, uma das finalidades da Escola de Psicoterapia Reencarnacionista é auxiliar as pessoas a recordarem-se de que somos Espíritos eternos, passando mais uma vez por aqui, que essa vida é apenas mais uma passagem, que descemos do Plano Astral e, um dia, vamos subir para lá de novo. E depois continuaremos a descer e a subir, descer e subir, descer e subir, até ficarmos puros, para o padrão terreno. E então continuaremos nossa trajetória no Plano Astral, depois no Plano Mental, e assim gradativamente, até, um dia, voltarmos para o Todo.
O trabalho principal do psicoterapeuta reencarnacionista é auxiliar a pessoa em tratamento a recordar-se da busca da evolução espiritual, da purificação. Deve ajudá-la a aproveitar essa atual passagem, a fazer uma releitura de sua infância a partir dos princípios reencarnacionistas, a entender porque nos reencontramos com seres com os quais trazemos conflitos de encarnações passadas, por que necessitamos passar por situações aparentemente negativas, desagradáveis, a Lei do Retorno, etc. Essas descobertas e constatações é o que pretendemos transmitir, e esperamos que nossas reflexões sobre o conflito entre o nosso Eu Real (a Essência) e as ilusões do nosso eu temporário (a persona atual), ajudem as pessoas a encontrarem-se consigo mesmas e assumirem com mais confiança e determinação o objetivo final de todos nós: a evolução espiritual. Nada disso é novidade para os espiritualistas e para todos que acreditam na Reencarnação, mas agora essas questões estão sendo colocadas como uma psicoterapia.
A Psi­coterapia Reencarnacionista, uma psicologia baseada na Reencarnação, veio para ajudar a nos libertarmos das ilusões e das fantasias terrenas e a nos apegarmos firmemente aos aspectos absolutos e eternos do nosso Caminho. Ao seu tempo, essa visão reencarnacionista ajudará a Psicologia oficial a libertar-se das suas amarras e os psicólogos e os psiquiatras que acreditam na Reencarnação não precisam mais ater-se a uma visão que analisa a vida de seus pacientes apenas a partir da infância, pois essa nova Escola aí está, ao acesso de quem se interessar, os Cursos estão abertos, já existem livros, agora é uma questão de tempo. Em breve haverá duas Psicologias: uma que lida com essa vida apenas, para os profissionais que não acreditam na Reencarnação, a ser utilizada nas pessoas que também não lidam com isso, e uma que lida com a vida eterna, que é a Psicoterapia Reencarnacionista, baseada na Reencarnação, para quem acredita nela. É uma questão de coerência.

 


LIVE ~ AO VIVO!

Você também vai gostar disso: