sábado, 29 de outubro de 2016

Diwali, Divali, Dewali, Deepavali – O Festival das Luzes



Talvez o mais conhecido dos festivais indianos, Diwali é comemorado por toda a India, assim como nas comunidades indianas pelo mundo afora. A palavra "Diwali" é uma corruptela da palavra "Deepavali" do Sânscrito - Deepa significa luz e Avali significa uma fileira. Ou seja, uma fileira de luzes e certamente a iluminação, a luz do conhecimento que vence a noite escura da ignorância e do mal é o que dá forma e é a atração principal do festival.
Denominado "festival das luzes", porque usualmente ilumina-se pequenas lâmpadas de óleo, chamadas diyas, que são colocadas nos aposentos, nos pátios, nas varandas, e jardins, assim como nos telhados e paredes exteriores à casa. Assim como outros festivais indianos, Diwali significa muitas coisas diferentes através do país. No norte da India, particularmente em Uttar Pradesh, Punjab, Haryana, Bihar e as áreas circunvizinhas, Diwali comemora o retorno do Divino Rei Rama, seu retorno a Ayodhya após a derrota de Ravana, rei de Lanka, e sua coroação como Rei.  Por ordem das famílias reais Ayodhya e Mithila, o reino de que Sita - esposa de Rama raptada por Ravana - era princesa, as cidades e os limites destes reinos foram iluminados com fileiras de lâmpadas, resplandecendo na noite escura para dar boas-vindas ao divino rei Rama e sua rainha Sita após 14 anos de exilio , terminando com uma guerra em que todo o reino de Lanka foi destruído. Em Gujarat, o festival honra Lakshmi, deusa da riqueza; e em Bengala, é associado com a deusa Kali.                                                                                          
Diwali ou Deepavali é comemorado muito entusiasticamente por cinco dias contínuos e cada dia tem seu significado determinado por certos mitos e lendas. Diwali em 2016 começa no domingo 30 de outubro e continua até quinta-feira 3 de novembro.

O primeiro dia: Dhana Teras
O primeiro dia de Diwali é Dhanatrayodashi ou Dhanteras . A palavra "Dhan" significa a riqueza. E este dia do festival tem uma importância grande para a comunidade mercantil rica da India ocidental. A entrada das casas é ornamentada para dar boas-vindas a deusa da riqueza e da prosperidade - Lakshimi. Para indicar sua chegada tão esperada, as pequenas pegadas são feitas com farinha de arroz sobre todas as casas. As lâmpadas são mantidas a queimar por toda à noite e arrumadas em torno da casa.  Os motivos tradicionais são ligados freqüentemente com os símbolos auspiciosos de boa sorte. Neste dia, compra-se algo novo para a casa ou alguma jóia para as mulheres. É auspicioso comprar algo metálico, especialmente de ouro ou prata.

O segundo diaNarka-chaturdashi ou CHOTI DIWAL
Este dia de Narakachaturdashi é dedicado às luzes e as preces que trazem um futuro de completa alegria e bem estar.
No sul da Índia, a vitória do divino sobre o mundano é comemorada de uma maneira muito peculiar. A vigília do povo se dá até o amanhecer, quando se prepara uma mistura vermelha -  óleo e uma fruta amarga que represente a cabeça do rei que foi despedaçado por Krishna, significando o sangue. Aplicam essa mistura em suas testas. Depois tomam um banho usando a pasta de sândalo. No maharashtra também, os banhos tradicionais com óleo e "Uptan" (pasta) e de pós perfumados são um costume. Há todo um ritual de banhos, e os fogos de artifício estão lá a fim de que as crianças apreciem se banhar. O arroz soprado com coalhada é servido no final.
Uma outra lenda é sobre o rei Bali que se tinha transformado numa ameaça aos deuses por ter se tornado muito poderoso. A fim de resolver a questão, o Senhor Vishnu transformado em um menino pequeno visitou-o e implorou somente a terra que poderia cobrir com três passos. Conhecido por sua generosidade, o rei Bali concedeu-lhe orgulhosamente seu desejo. Nesse momento o menino pequeno transformou – se  no Senhor Todo Poderoso Vishnu. Com seu primeiro passo Vishnu cobriu o céu inteiro e com o segundo a terra e perguntou a Bali onde dar seu terceiro passo. Bali ofereceu sua cabeça. Com seu pé sobre a cabeça de Bali, Vishnu abaixou-o para o submundo. Ao mesmo tempo pela sua generosidade, o Senhor Vishnu deu a Bali a lâmpada do conhecimento e permitiu-lhe  que retornasse à Terra uma vez ao ano para iluminar milhões das lâmpadas para dispersar a escuridão e a ignorância e para espalhar a radiância do amor e da sabedoria.

O terceiro dia: Diwali
Na noite escura da lua nova – outubro/novembro, as entradas de todos os aposentos são iluminadas acima e decoradas para dar boas-vindas a Lakshmi , a consorte radiante de Vishnu, deusa da riqueza e do luxo . Lakshmi Puja é executado neste dia.
O dia de Lakshmi-Puja cai na noite escura de Amavasya – lua nova. O badalar dos sinos e dos cilindros flutuam dos templos enquanto as pessoas  invocam  a  deusa Lakshmi com todo o fervor de seu coração. Toda a repentina escuridão impenetrável é perfurada por inumeráveis raios da luz para apenas um momento e no momento seguinte uma chama de luz desce para baixo para ligar à Terra ao Céu enquanto os passos dourados de Lakshmi iluminam a Terra em toda sua glória celestial entre cânticos e hinos védicos. Uma viva radiância da Mãe Divina Universal abraça o mundo inteiro naquele momento abençoando e enchendo de contentamento o coração de todos os mortais. Uma luz sublime do Conhecimento preenche a humanidade e a devoção do homem conquista finalmente a ignorância. Esta iluminação do self é expressa através das lâmpadas que iluminam os palácios dos ricos assim como os domicílios humildes dos pobres. Acredita-se que neste dia Lakshmi anda através dos campos e rega com suas bênçãos a terra, trazendo ao homem a abundância e a prosperidade. Quando o sol cai na noite, a adoração cerimonial está terminada e todos os doces caseiros são oferecidos à deusa como "NAIVEDYA" e distribuídos como "PRASAD". As festas são arranjadas e os presentes são trocados pelos homens elegantemente vestidos, mulheres e crianças vão aos templos e às feiras, visitar os amigos e os parentes. Tudo é alegria, ouro e festa!
Diwali é também o último dia do ano financeiro no negócio tradicional hindu e os homens de negócios executam Chopda Pujan neste dia, com os livros de clientes novos. Neste dia o Sol incorpora seu segundo curso e passa Libra que é representado pelo contrapeso ou pela balança. Acredita-se que esta passagem por Libra tenha sugerido o  balanço dos  livros dos  clientes e seu fechamento. 

O quarto dia: PADWA ou Bestavarsh do Ano Novo
O dia após o Lakshmi Puja , a maioria de famílias comemoram o ano novo vestindo-se com roupa nova, jóias e visitando membros da família e colegas de negócio para dar-lhes doces, frutas secas e presentes.
Em muitos lugares é um costume que a esposa ponha o tilak vermelho sobre a testa de seu marido, e faça uma prece para sua vida longa. Na apreciação de todo o cuidado suave que a esposa lhe dá, o marido dá-lhe um presente caro. Este Gudi Padwa é simbólico do amor e da devoção entre a esposa e o marido. Neste dia as filhas recém casadas com seus maridos são convidadas para refeições especiais e presentes lhes são dados.
Este dia é visto como o dia o mais auspicioso para começar todo o risco novo. Entre as comunidades de negócio de Gujarat, de Rajasthan, de Madhya Pradesh de maharashtra , Diwali é quando o novo ano de negócio começa. Todos os estabelecimentos e famílias de negócio executam o muharat pujan ou a veneração de seus livros.

O quinto dia e final do festival de Diwali : "Bhayya- duj" 
Diz a lenda que Yamraj, o deus da morte visitou sua irmã Yami neste dia particular. Pôs o tilak auspicioso sobre sua testa, orou por ela e deu-lhe pratos especiais e ambos comeram junto os doces, falados e apreciados no íntimo do seu coração. Ao partir Yamraj deu-lhe um presente especial como símbolo de seu amor e Yami em retorno lhe deu também um presente encantador que fez com suas próprias mãos. Esse dia Yamraj anunciou que qualquer um que recebe o tilak de sua irmã nunca estará perdido. Isso é porque este dia de Bhayyaduj é sabido também pelo nome de "Yama-dwitiya" desde então este dia está sendo observado como um símbolo do amor entre irmãs e irmãos. Tornou-se também imperativo que o irmão vá à casa da sua irmã comemorar Bhayyaduj.
No mundo de hoje com tantas pressões e problemas, a comemoração deste dia tem sua própria importância em continuar a manter o amor entre irmãos e as irmãs. Este é o dia de compartilhar o verdadeiro alimento, de presentear e de alcançar a profundidades dos corações. Diwali no todo foi sempre um festival mais social do que religioso. É um festival pessoal, orientado para o povo e suas necessidades, quando as deidades são esquecidas, e as famílias e os amigos encontram-se, aprecíam-se e falam palavras amorosas de intimidade e devoção mútua.

Enfim, Diwali é uma época para viver o Amor, a Alegria, sem medo de ser feliz!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Caminhos da Consciência





 Outro dia participei de um debate onde o tema principal era a relação do stress nos tempos de hoje com a Meditação de um modo geral e em específico a Meditação no Labirinto
 Foi muito interessante, pois tive a oportunidade de refletir sobre o desenvolvimento, o caminhar natural do meu trabalho nos Caminhos da Consciência. Revi meu primeiro contato com o Labirinto e o impacto desse encontro na minha trajetória profissional. Ao encontrar um livro sobre o assunto, tive uma regressão espontânea, onde me vi parte do grupo de mestres construtores dos Labirintos das Catedrais francesas do sec XII, com circuitos diferenciados mas com a mesma intenção: um mergulho profundo na alma, um encontro com o si-mesmo, trazendo daí, equilíbrio, paz e harmonia. 

Não descansei até construir meu primeiro Labirinto na Fazenda Arizona, RJ,BR e nele fizemos inúmeras vivências e oficinas durante 5 anos, propiciando um caminho de autoconhecimento a centenas de pessoas. 
 Este circuito de sete voltas em 2011 se transformou num tapete, com o qual pude levar essa ferramenta fantástica para empresas, escolas, e manter um trabalho regular mensal na Casa de Pe.Pio, por mais 5 anos, com a Meditação do Labirinto que se traduz num caminho de prece, numa meditação andante, numa ferramenta de mudança da visão interna, numa janela para o encontro com o Espírito e um espelho para a alma.

O Labirinto é um padrão mestre arquetípico de inteireza e unidade, e quando se percorre um, as pessoas tem a oportunidade de ver sua vida de forma integra.  Por não controlar o caminho e não saber para onde se está indo, não se pode julgar. Andar num labirinto alivia a alma dos sucessivos julgamentos, permitindo a pessoa um contato maior com a alma, com seu centro neste caminho espiritual horizontal.  Digo espiritual, pois está diretamente ligado a alma, ao espírito e não a uma forma religiosa tradicional de ver o mundo ou a si mesmo.  Daí preferir chamar o Labirinto de Circuito da Consciência pois é isso que ele realmente é, um caminho que nos desvela e revela a nossa verdadeira essência, com todas as suas fragilidades, defesas, bloqueios e potenciais de superação dos mesmos.

Hoje além do tapete para a meditação andante utilizo muito também o Circuito da Consciência gravado numa placa de cedro onde fazemos a meditação caminhando com o dedo da mão que não se escreve, obtendo resultados extremamente semelhantes aos da meditação andante.Confira no vídeo abaixo minha trajetória nesse trabalho que continua em desenvolvimento.




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão, Reencarnação e Espiritualidade

Especial Mauro Kwitko - Psicoterapia Reencarnacionista, Regressão e Reencarnação
 


Mauro Kwitko formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1971.
Desde 2009, é médico auto-licenciado do CREMERS e se dedica ao exercício da Psicoterapia Reencarnacionista, da qual foi o pioneiro na organização e divulgação. Trabalha com a Regressão Terapêutica, tendo feito até o momento regressão em cerca de 10 mil pessoas.
Presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista – ABPR – (http://www.portalabpr.org) e da Casa Beneficente de Terapia e Caridade – CBTC.
Tem artigos publicados em muitos jornais e revistas.
É colaborador do site www.somostodosum.com.br.
Realizou inúmeras palestras sobre homeopatia, terapia floral, espiritualidade, reencarnação, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia de Regressão, em Centros Espíritas, no Centro Naturalista Coolmeia, Grande Fraternidade Universal, Semente, Livraria Três Pirâmides, Sociedade Teosófica, Casas Maçônicas, etc., em Porto Alegre, no interior do Rio Grande do Sul e em outros Estados.
É autor dos livros:
* Como aproveitar a sua encarnação – edições Besourobox
* Doutor, eu ouço vozes! – edições Besourobox
* 20 casos de regressão – edições Besourobox
* Terapia de Regressão – perguntas e respostas – edições Besourobox
* Psicoterapia Reencarnacionista – A Terapia da Reforma Íntima – edições Besourobox
* Como evoluir espiritualmente em um mundo de drogas – edições Besourobox
* A fascinante vida de Mirta Kassov – edições Besourobox
* Tratando fobia, pânico e depressão com terapia de regressão – edições Besourobox

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Doutor, eu ouço vozes !


Este livro tem a finalidade de levar à comunidade científica responsável pela saúde mental das pessoas, aos psicólogos e aos psiquiatras, um alerta quanto à possibilidade de que os seres que algumas pessoas afirmam enxergar e as vozes que afirmam escutar, possam advir de fontes reais, ou seja, de pessoas "invisíveis" (que as religiões chamam de espíritos) e não significar, necessariamente, um sintoma psiquiátrico, característico da Esquizofrenia.
 Hoje, uma nova Psicologia e uma nova Psiquiatria começam a ser elaboradas em todo o mundo, lidando com a reencarnação e as ressonâncias de nossas encarnações passadas escondidas no interior do Inconsciente e pretendendo pesquisar a atuação dos Espíritos desencarnados sobre os encarnados na busca da compreensão e da cura da doença mental. 
Além de narrar alguns casos de pessoas que descobriram através da Psicoterapia Reencarnacionista / Regressão Terapêutica a origem e a cura de seus casos, traz um capítulo dedicado aos efeitos colaterais dos psicotrópicos com a descrição dos cerca de 200 paraefeitos dos medicamentos químicos, alguns irremediáveis, outros fatais.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

OS GATILHOS - por Mauro Kwitko


            É de fundamental importância que saibamos, cada um de nós, por que voltamos para a Terra, para vivermos mais uma "vida" aqui, para o que foi necessário construir uma "casca". Não foi para sofrer, para pagar; muitas pessoas ainda apegam-se a conceitos antiquados e equivocados, relativos a castigos, penas, etc., quando, na verdade, estamos aqui porque estamos vinculados, vibratoriamente, a esse Plano, ou seja, a nossa frequência vibratória não é suficientemente elevada que nos permita acessar definitivamente Planos superiores a esse. De vez em quando vamos para outros Planos, principalmente durante o sono, se estivermos com uma frequência compatível com esses locais, mas no nosso dia-a-dia e nas nossas reencarnações, é aqui que estamos, para, um dia, sairmos daqui e alcançarmos níveis mais elevados consciencialmente. 
            Para que isso aconteça, para elevarmos nossa frequência, para que nos libertemos deste planeta e deste Plano ainda tão imperfeito, precisamos nos libertar de nossas inferioridades espirituais e então precisamos dos gatilhos, que são as pessoas e situações que encontramos aqui e que nos ajudam a encontrar as  nossas inferioridades, e para isso estamos aqui, e vamos e voltamos, vamos e voltamos, vamos e voltamos. Que incapacidade essa que nós temos de aproveitar tão pouco nossas encarnações e precisarmos de tantos retornos?!
Muitas pessoas perguntam-se por que essa tarefa precisa ser realizada aqui e não lá no Plano Astral superior? Isso é fácil de entender, basta raciocinarmos que isso precisa ser feito em algum lugar aonde existam estímulos para que as nossas imperfeições manifestem-se: são os gatilhos. Para os nossos tipos de inferioridades, aqui é o lugar ideal, aqui estão os fatos (gatilhos) que fazem emergir as nossas inferioridades. E os fatos "negativos", pessoas ou situações, o que nós não gostamos, são os melhores para isso.
            Quando estamos no Astral superior é como quando estamos em nosso Centro Espíritualista, parecemos todos “santos”, somos pacienciosos, carinhosos e caridosos, os nossos defeitos ocultam-se ou disfarçamos bem, mas quando voltamos para nossa vida cotidiana, aí as nossas características negativas de personalidade voltam a manifestar-se. Podemos raciocinar do mesmo modo para entendermos porque viemos do Plano Astral para cá, de um lugar "melhor", mais evoluído, para um lugar "pior", menos evoluído.
            Quando estamos lá, pela elevada frequência do local e o consequente estilo de vida vigente baseado na igualdade e na fraternidade, todos gradativamente vamos demonstrando prioritariamente as nossas superioridades e então nos sentimos “santos”, pois as nossas inferioridades ocultam-se, mas elas permanecem latentes, não desaparecem. Quando descemos novamente para a Terra, pela baixa frequência desse local e pelas condições socioculturais vigentes advindas de todos externarem prioritariamente as suas inferioridades, com exceção dos verdadeiros Santos encarnados, as nossas inferioridades vêm à tona e nós nos confrontamos com elas e é isso que viemos curar em nós.

Lá no Astral superior não existem os gatilhos, lá não são necessários, eles estão aqui, são potencialmente benéficos para nós e começam na infância. Quando os gatilhos são repetitivos, aparecem a todo instante, é porque não estamos melhorando suficientemente rápido. Quando os gatilhos (para aquela inferioridade) começam a escassear é um sinal de que estamos melhorando, naquele aspecto. Para superarmos os gatilhos precisamos entender quem é esse “eu” da frase “eu tenho razão!”. É o nosso velho companheiro, criado quando aqui chegamos pela primeira vez, o Ego, um antigo aliado do nosso Eu Superior que, como Lúcifer, rebelou-se contra seu Senhor e decidiu ter o poder.
            Viemos para um Plano inferior para que as nossas inferioridades venham à tona e possamos nos purificar delas.

Seres de outros planetas vieram para a Terra por 2 motivos:

1.    Em missão de ajuda, de auxílio, mas a maioria perdeu-se na vaidade e hoje está em postos de comando utilizando mal o seu poder ou nos consultórios e clínicas psiquiátricas ou deprimidos, isolados, ou pelas sarjetas.
2.    Para melhorar características inferiores de personalidade, que foram lhes afastando do seus afins em seu planeta de origem, rebaixando sua frequência, surgindo a necessidade compulsória de passar a habitar um planeta de menor vibração. A finalidade era detectar essas inferioridades e melhorá-las, para um dia conseguir elevar a sua frequência e poder retornar, mas isso, geralmente, leva muito, muito tempo.

O principal trabalho para todos nós é saber exatamente o que precisamos curar em nosso Espírito, as nossas inferioridades, e detectarmos quando elas se manifestam, mas aí surge uma questão: a maioria de nós acredita que tem razão quando sente ou manifesta as suas negatividades. Por isso, a Psicoterapia Reencarnacionista, criada lá no Astral, desceu para a Terra, para ajudar a todos nós a nos libertarmos do raciocínio infantil ou adolescente, egóico, auto-centrado, dos fatos da nossa infância e da nossa vida e passarmos para um estágio mais evoluído de raciocínio, adulto, doador, hetero-centrado, como o nosso Eu Superior vê as coisas, de cima, e podermos nos libertar do nosso ego/ísmo e do nosso ego/centrismo e alcançarmos o desap/ego.

Um dos maiores entraves à evolução espiritual, que é simplesmente a melhoria das nossas inferioridades, é que o nosso Ego sempre acha que tem razão. Quem tem raiva de alguém, o seu Ego acredita que tem razão para sentir essa raiva, quem sente mágoa e ressentimento, acredita que são plenamente justificados esses sentimentos, quem é medroso, acredita realmente na força do seu medo, quem é tímido, acredita plenamente em sua incapacidade de manifestar-se, quem é orgulhoso, vaidoso, egocêntrico, acredita realmente em sua superioridade, quem é materialista, acredita firmemente no valor das coisas materiais, e assim por diante.
O maior obstáculo à evolução é que o Espírito encarnado sempre acredita que tem razão em seus raciocínios. E também quem rouba, quem mata, quem trai, etc. O psicoterapeuta reencarnacionista deve entender bem essa questão dos gatilhos e aplicar em si mesmo, ficar atento ao que aflora de si e perceber o conflito Ego (“eu tenho razão”) X Eu Superior (“Meu Ego é infantil e desobediente”).
Quem veio para melhorar a tendência de sentir raiva, precisará de gatilhos que a façam aflorar, por exemplo, um pai agressivo, um irmão implicante, colegas no Colégio que aticem sua raiva, e durante a vida terrena irá deparando-se com gatilhos que têm essa finalidade: mostrar que seu Ego ainda tem a tendência de sentir raiva, e é o que viemos curar. O mesmo se aplica para quem reencarnou para melhorar uma tendência congênita de sentir mágoa, de sentir-se rejeitado, sentir-se abandonado, de achar-se superior, de achar-se inferior, etc. O antídoto da raiva é o amor, o da mágoa é a compreensão, o do medo é a coragem, o da timidez é a espontaneidade, o do orgulho é a humildade, o do materialismo é o entendimento da reencarnação. Mas o que possibilita que curemos essas crenças negativas, é a conscientização de que já viemos para esse Plano terreno com essas características de personalidade em nós e que aqui, no confronto com certas situações específicas de nossa vida, desde a infância, elas vieram à tona. Cada um de nós manifesta aqui o que já trouxe consigo de suas encarnações passadas, positiva e negativamente. Tudo é uma continuação, nós somos o que somos, e nossos pensamentos, sentimentos, atitudes e palavras revelam o nosso grau espiritual.

O psicoterapeuta reencarnacionista sabe que não é melhor ou superior às pessoas que vêm ao seu consultório, apenas porque está sentado naquela cadeira, porque tem sua secretária lá na sala, porque chegam pessoas para consultar consigo, desabafar, pedir conselhos, fazer Regressão. Nós somos auxiliares do Mundo Espiritual e cumpriremos com maior ou menor eficiência essa missão dependendo do nosso grau de humildade, obediência e submissão, e reconhecimento da nossa condição de igualdade entre nós e quem chega para consultar com seus Mentores com o nosso auxílio. A profissão de terapeuta é geralmente uma das maiores armadilhas em que nosso Ego cai, a maioria começa a sentir-se superior, principalmente quando começa a ficar famoso, aí começa o festival de vaidades, e daí, para cair no ridículo, é um passo: fala vaidosamente em curar a vaidade e orgulhosamente apregoa a sua humildade. Os Mestres, os verdadeiramente superiores, ao lado, nos olhando, nos escutando, esperando que nós cresçamos, e os obsessores também, rindo, aproveitando a brecha. Aí entra o garçom trazendo o café e ele tem mais amor no coração do que nós, entra a faxineira e é superior a nós espiritualmente.
Para entendermos bem o que é uma encarnação, devemos entender que o que é inferior em nós, o que veio ser eliminado aqui na Terra, aflora diante dos gatilhos. No Astral superior não haviam esses estímulos específicos, necessários, para fazerem aflorar a nossa raiva, a nossa vaidade, a nossa mágoa, a nossa tristeza, o nosso medo, a nossa timidez, mas aqui fatalmente aparecem, e aí podemos, potencialmente, nos libertar delas. Mas, geralmente, ao invés de termos bem claro que são características negativas nossas, congênitas, que nosso Espírito veio curar, passamos a lidar com elas como se tivessem surgido aqui. E geralmente culpando outras pessoas (frequentemente o pai e a mãe) e fatos "negativos" da vida por seu surgimento, o que é, infelizmente, incentivado pela Psicologia tradicional, que afirma que nós começamos nossa vida na infância, que aí formamos nossa personalidade e, então, se temos características negativas, algo ou alguém nos fez alguma coisa que gerou isso, ou seja, a psicoterapia tradicional, comumente, é baseada no binômio vítima-vilão, o que reforça o erro.
A Psicologia tradicional diz que nós começamos nessa vida, e vai procurar, então, lá no "início", quem ou o quê nos estragou. Ela parte de uma base equivocada, que é um início que não é início, pois não começamos nossa vida na infância, nós somos um Espírito e estamos continuando nela uma jornada iniciada há muitíssimo tempo. No dia em que a Psicologia agregar a Reencarnação, ela começará realmente a entender o ser humano, e descobrirá que a infância é uma continuação e não um começo, e que a nossa personalidade é congênita, e já nasce conosco.
            Para que possamos saber exatamente por que nosso Espírito reencarnou, precisamos assumir as nossas inferioridades e aceitá-las como nossas, correlacionando os fatos "negativos" que acontecem em nossa vida, da infância até hoje, com a maneira negativa que nós sentimos e reagimos a eles. Aí encontraremos o que viemos aqui fazer, curar em nosso Espírito, pois os fatos são os fatos, mas o que fazem emergir de inferior em nós, revela a finalidade de estarmos novamente aqui, nessa atual encarnação, mais uma em centenas ou milhares.
Se os fatos (os gatilhos) nos provocam mágoa e ressentimento, eles estão mostrando que viemos curar mágoa e ressentimento, se provocam raiva e agressividade, nos mostram que viemos curar raiva e agressividade, se provocam medo ou retraimento ou sensação de incapacidade, ou qualquer outro sintoma negativo, aí está o motivo da encarnação. Uma pessoa muito materialista, apegada ao dinheiro e aos bens materiais, revela que seu Espírito reencarnou para curar essa postura fútil e superficial e aprofundar-se nos verdadeiros valores do amor e da caridade. O distraído, aéreo, veio para curar esse tipo de fuga, para aterrar. E assim, com qualquer característica negativa nossa, desde as mais graves até as mais "inofensivas".
O que mais importa em uma encarnação é a maneira equivocada com que reagimos aos fatos, e se essa maneira repete-se, aí está, sem dúvida, o que veio ser curado. Antes de reencarnar, no Astral superior, nos grupos de estudos e nas conversas com os Orientadores, co-criamos a atual encarnação, em uma “parceria” entre nós e Deus, entre a parte e o Todo, baseada nos nossos pensamentos e sentimentos e necessidades evolutivas, e sabemos exatamente o que viremos tentar melhorar, fazer, curar nessa passagem. Nós sabemos quem serão nossos pais, se viremos em uma família rica ou pobre, se viremos numa "casca" branca ou negra, etc., e então é perda de tempo ficarmos brigando com os fatos "negativos" da nossa infância, com características desagradáveis de personalidade de nosso pai ou nossa mãe, como se não soubéssemos o que encontraríamos aqui. E por mais negativos que pareçam os fatos da nossa infância, tudo está, potencialmente, a nosso favor, pois visa o nosso progresso, a nossa cura, a nossa purificação, ao nos mostrarem nossas inferioridades. Mas raras pessoas atingem os seus objetivos pré-reencarnatórios, porque não entendem realmente o que é Reencarnação, mesmo grande parte dos reencarnacionistas, principalmente os que se queixam de sua infância e dos fatos de sua vida. Acreditar na Reencarnação é o 1º degrau da escada, começar a colocá-la em nossa vida diária, em nosso cotidiano, é a subida para o 2º degrau. Grande parte dos reencarnacionistas ainda está no 1º degrau, com um pé na escada e outro no chão.
Devemos começar a subida por essa escada pela mudança de raciocínio (Raciocínio X Contra-Raciocínio), começar a retirar o comando do nosso Ego, o usurpador, e entregar para o nosso Eu Superior, e assim irmos subindo do chakra umbilical para o cardíaco, melhorando todos os tipos de comportamento, de características de personalidade, de sentimentos, de posturas, de fala, de alimentação, que nos diferenciam dos nossos irmãos mais evoluídos do Plano Astral, dos Mestres, dos Orientadores. Eles estão lá em cima, num lugar de frequência vibratória mais elevada, o que nós temos e eles não têm mais, são as impurezas e as imperfeições, das quais viemos nos libertar. E também estão aqui em baixo prontos para nos conduzir se o nosso Ego assim o permitir. O pensamento vem do Ego e então uma das chaves para a evolução é a Meditação, aprendermos a pensar cada vez menos, para nos colocarmos num lugar de submissão ao Superior. Podemos ir desencarnando durante a vida terrena, não para morrermos antes do tempo previsto, mas para irmos nos tornando menos terrenos.
O nosso caminho ruma para a Perfeição e os Seres Superiores nos sinalizam o rumo, mas para isso é preciso que não culpemos nada e ninguém, e entendamos que as nossas inferioridades são coisas nossas, que nos acompanham há muito tempo, há muitas encarnações, e se isso acontece, é porque não temos realmente aproveitado nossas encarnações para nos libertarmos delas, nos curarmos, nos purificarmos.
            Colocar as questões aparentemente injustas ou desagradáveis como ques­tões potencialmente positivas e não negativas, ou seja, experiências necessárias para a nossa evolu­ção, faz com que, ao invés de nos vitimizarmos, passemos a entender que esses fatos, são, na realidade, testes necessários e indispensáveis, e se os vencermos estaremos cumprindo a nossa Missão. Se formos derrotados, essa encarnação vai aos poucos perdendo seu sentido, pela repetição de erros e enganos (mágoa, raiva, medo, insegurança, etc.) já cometidos em encarnações anteriores. Devemos passar da concepção de vítima para a de co-criador. O único vilão somos nós mesmos, de nós. Quando somos vilão de outra pessoa, estamos nos afetando pois aquela pessoa é (nós), nós somos ela, somos todos Um só. A ilusão da separatividade, da individualidade, é a origem do sofrimento do ser humano. A libertação dessa ilusão é o início da Cura verdadeira.
O caminho para a vitória é a liberdade emocional, de si mesmo e dos outros, através da compreensão da relatividade da perso­na e de suas ilusões, por seu caráter temporário, de apenas uma encarna­ção. Na verdade, quanto mais "obstáculos" encontrarmos pelo caminho, mais estaremos sendo exigidos por nós mesmos para vencê-los e superá-los. E se os testes e provas parecem pesados demais, ou somos evoluídos o suficiente e nos propu­semos na fase pré-reencarnatória a enfrentá-los para tentar vencê-los ou somos "me­recedores" daquilo por acúmulo de erros e enganos em vidas terrenas anteriores e optamos por vivenciá-los na esperança de superá-los.

            Mas se o psicoterapeuta reencarnacionista não colocar isso em prática, de nada adiantará seu discurso, suas pregações, estará enganando a si mesmo. A Missão única de todos nós é a busca da Purificação, tudo o mais são necessidades do nosso Ego. Sair do “eu” e endereçar-se para o “nós” é a lição que todos os Mestres ensinam. Todos os admiram mas ninguém os imita.


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